Imagens da nossa grande cidade
sexta-feira, 1 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Francisco Gomes de Amorim
§Nasceu em Aver-o-Mar em 13/8/1827 e faleceu em Lisboa em 4/11/1891. Poeta e dramaturgo, emigrou para o Brasil onde exerceu a profissão de caixeiro.
Regressando a Portugal com o auxílio e estímulo de Almeida Garrett, de quem foi amigo e confidente, exerceu outras profissões até lhe ser confiado o cargo de conservador da Biblioteca e do Museu de Antiguidades Navais.
Obras principais: "Ódio de Raça", "Aleijões Sociais", "Contos Matutinos" (1858), "Efémeros" (1866) e "Memórias Biográficas de Garrett" (1881-84).
Na casa onde nasceu, ainda conservada, foi inaugurada uma placa comemorativa por altura do Centenário da sua morte, testemunho da homenagem da Câmara municipal da Póvoa de Varzim.
Regressando a Portugal com o auxílio e estímulo de Almeida Garrett, de quem foi amigo e confidente, exerceu outras profissões até lhe ser confiado o cargo de conservador da Biblioteca e do Museu de Antiguidades Navais.
Obras principais: "Ódio de Raça", "Aleijões Sociais", "Contos Matutinos" (1858), "Efémeros" (1866) e "Memórias Biográficas de Garrett" (1881-84).
Na casa onde nasceu, ainda conservada, foi inaugurada uma placa comemorativa por altura do Centenário da sua morte, testemunho da homenagem da Câmara municipal da Póvoa de Varzim.
Rocha Peixoto
Nasceu na Póvoa de Varzim em 18/05/1866 e faleceu em Matosinhos a 02/05/1909.
Naturalista, etnólogo e arqueólogo, foi uma das figuras marcantes na vida cultural portuguesa na transição do século XIX para o século XX. Organizou o Gabinete de Mineralogia, Geologia e Paleontologia da Academia Politécnica do Porto e colaborou nos jornais "O Século" e "O Primeiro de Janeiro" e, em 1889, como redactor chefe, é um dos impulsionadores da revista "Portugália", conhecida pela sua alta erudição nos domínios da arqueologia, da história, da antropologia e da etnografia. Foi director da Biblioteca Pública e Museu Municipal do Porto.
Naturalista, etnólogo e arqueólogo, foi uma das figuras marcantes na vida cultural portuguesa na transição do século XIX para o século XX. Organizou o Gabinete de Mineralogia, Geologia e Paleontologia da Academia Politécnica do Porto e colaborou nos jornais "O Século" e "O Primeiro de Janeiro" e, em 1889, como redactor chefe, é um dos impulsionadores da revista "Portugália", conhecida pela sua alta erudição nos domínios da arqueologia, da história, da antropologia e da etnografia. Foi director da Biblioteca Pública e Museu Municipal do Porto.
Eça de Queiróz
§Genial escritor, nascido na Póvoa de Varzim a 25/11/1845 faleceu em Paris em 1900. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi jornalista, exerceu a advocacia e por fim ingressou na carreira diplomática tendo servido em Havana, Newcastle, Bristol e Paris.
Figura proeminente do Realismo em Portugal, pertenceu ao grupo "Os Vencidos da Vida", sendo a sua prosa caracterizada por uma inexcedível elasticidade de linguagem e uma clareza, elegância e musicalidade que o colocam entre os primeiros estilistas do idioma. A influência da sua obra tem sido extensa na literatura portuguesa e sul-americana, sendo na actualidade conhecido como um mestre e grande escritor universal.
Figura proeminente do Realismo em Portugal, pertenceu ao grupo "Os Vencidos da Vida", sendo a sua prosa caracterizada por uma inexcedível elasticidade de linguagem e uma clareza, elegância e musicalidade que o colocam entre os primeiros estilistas do idioma. A influência da sua obra tem sido extensa na literatura portuguesa e sul-americana, sendo na actualidade conhecido como um mestre e grande escritor universal.
Flávio Gonçalves
§Brilhante homem das Artes e das Letras, nasceu na Póvoa de Varzim, na casa do farol de Regufe, no dia 12 de Fevereiro de 1929 e faleceu no Porto a 19 de Maio de 1987, com 58 anos de idade.
Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, leccionou no ensino secundário e, posteriormente, nas faculdades de Belas Artes e de Letras, do Porto, onde foi professor de História Geral da Arte em Portugal.
Homem viajado e de vastos horizontes, dedicou a sua vida a estudos bastante diversificados mas tendo a Arte como tema central. A sua obra científica impressa está espalhada por muitas publicações nacionais e estrangeiras. Também teve tempo para dar espaço à sua alma poética, tendo mesmo editado dois livros: "Arco de Passagem" (1954) e "Mãos de Lis" (1955).
Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, leccionou no ensino secundário e, posteriormente, nas faculdades de Belas Artes e de Letras, do Porto, onde foi professor de História Geral da Arte em Portugal.
Homem viajado e de vastos horizontes, dedicou a sua vida a estudos bastante diversificados mas tendo a Arte como tema central. A sua obra científica impressa está espalhada por muitas publicações nacionais e estrangeiras. Também teve tempo para dar espaço à sua alma poética, tendo mesmo editado dois livros: "Arco de Passagem" (1954) e "Mãos de Lis" (1955).
Cego do Maio
§José Rodrigues Maio, filho do pescador António Rodrigues Maio e de Ana Rosa Margarida, nasceu na Rua dos Ferreiros, Póvoa de Varzim, a 8 de Outubro de 1817. Sessenta e sete anos mais tarde, a 13 de Novembro de 1884, faleceu. No tempo do “Cego do Maio” não havia porto de abrigo nem embarcações salva-vidas, tudo o que de trágico acontecesse no mar, o pescador só podia contar com a “Providência Divina” ou a solidariedade dos seus camaradas de classe. Barco em perigo estava entregue ao destino. Cego do Maio sabia isso. Testemunha de um sem-número de naufrágios, sentia a insegurança do homem do mar como ninguém, mas, ele, era o primeiro a saltar para a água tentando salvar vidas em perigo. Para aquele pescador raçudo e possante, o salvamento era cumprimento de dever.
S. Pedro
§Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão (o seu verdadeiro nome) era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum e, em conjunto com Tiago, João e o pai possuíam uma frota de barcos. Segundo o relato no Evangelho de São Lucas, Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Ele concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem e no final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria tão grande que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prostrou-se perante Jesus e disse para que se afastasse dele, já que é um pecador. Jesus encorajou-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens“
S. Félix
§Conta a tradição popular que S.Félix (o eremita) vivia na antiga Vila de Mendo e dedicava-se à pesca. Quando chegava a casa, com as redes vazias, os pais puniam-no severamente. Este, desgostoso, abandonou a sua casa e, na companhia de um sobrinho, retirou-se para a solidão do monte.
Advogado de males desconhecidos, é tido como um santo vingativo para quem não cumpria o prometido.
Advogado de males desconhecidos, é tido como um santo vingativo para quem não cumpria o prometido.
S. Pedro de Rates
§Conta um lenda que o santo salvou de doença mortal uma jovem princesa pagã. Como retribuição ela converteu-se ao cristianismo e fez voto de castidade. Tais factos enfureceram o pai levando-o a ordenar a morte de S. Pedro. Este refugiou-se na capela de Rates onde foi encontrado e decapitado pelos soldados que seguidamente destruíram o templo. Séculos mais tarde, da serra de Rates, S. Félix observava todas as noites uma luz na escuridão. Guiado pela curiosidade desceu a vertente e encontrou no meio dos escombros a razão de ser desse clarão: o corpo de S. Pedro.
S.to André
§Na Capela de Aver-o-Mar venera-se este santo de que os poveiros são muito devotos, sobretudo a classe piscatória, pois a Santo André é dada a incumbência de pescar das profundezas as almas dos náufragos e entregá-las a Deus.
A romaria deste padroeiro das almas, a 30 de Novembro, é muito concorrida por gentes de toda parte. Dizem que quem não for a Santo André em vida lá terá de ir depois de morto.
A romaria deste padroeiro das almas, a 30 de Novembro, é muito concorrida por gentes de toda parte. Dizem que quem não for a Santo André em vida lá terá de ir depois de morto.
Lendas da Póvoa (introdução)
§Como já podemos confirmar, a história da nossa terra é muito rica em termos históricos, mas claro que não podem faltar as nossas lendas. A história da Póvoa tem muitas lendas, mas só vamos trabalhar sobre as mais importantes, que aliás, existiram na realidade.
Siglas poveiras
§As siglas poveiras ou marcas poveiras são uma forma de "proto-escrita primitiva", tratando-se de um sistema de comunicação visual simples usado na Póvoa de Varzim durante séculos, em especial nas classes piscatórias. Para se escrever usava-se uma navalha e eram escritas sobre madeira, mas também poderiam ser pintadas, por exemplo, em barcos ou em barracos de praia. No passado, era também usado para recordar coisas; eram conhecidas como a «escrita» poveira, mas não formavam um alfabeto, em vez disso funcionavam como os hieroglifos egípcios; adquirindo bastante utilidade. Foram estudadas por Octávio Lixa Filgueiras.
Camisolas poveiras
Camisolas de lã branca, bordadas em ponto de cruz com motivos em preto e vermelho (escudo nacional, com coroa real; patinhos; siglas; remos cruzados; vertedouros; grinaldas; apetrechos marítimos; etc), as camisolas poveiras foram, inicialmente bordadas por homens - os velhos «Lobos do Mar» retirados da faina, que esculpiam na lã toda a simbologia da sua vida.
Artesanato em trapos
Actividade de grande tradição na freguesia de Terroso, de onde se expandiu para freguesias vizinhas (Laúndos, Rates,Beiriz,Aver-o-Mar). Ocupa largas centenas de pessoas exclusivamente do sexo feminino, que entregam a sua produção a empresas de comercialização direccionadas sobretudo para o mercado externo.
Renda de bilros
Nos dias actuais é uma forma de artesanato com pouca expressão no que toca ao número de artesãs que ocupa. Foi, no entanto, uma actividade muito expandida até há algumas dezenas de anos atrás, sendo as tricanas (mulheres da cidade que se dedicavam aos mesteres como a costura e a renda de bilros), com o seu modo próprio de trajar, uma figura muito comum na cidade.
TAPETES DE BEIRIZ
§O tapetes de Beiriz são tapetes rústicos de lã originários da freguesia de Beiriz na Póvoa de Varzim, em Portugal. A sua origem está na antiga fábrica de Tapetes Beiriz, cuja fundação data de 1919, tendo encerrado a sua actividade na década de 70, sendo mais tarde reaberta por uma nova administração, uma década depois em 1988. Estes tapetes celebrizaram-se pelo "ponto de Beiriz", mas também pelo "ponto estrela" e "ponto zagal". A sua característica mais notável é o facto do desenho do tapete manter-se quando este é virado do avesso. Dada a sua demanda nacional e internacional, os preços oscilam entre 160 a 250 euros por metro quadrado. Estes tapetes podem ser visíveis no Tribunal Internacional de Haia nos Países Baixos, Teatro de São Carlos em Lisboa, Câmara Municipal do Porto ou no Palácio de Belém em Lisboa.
sexta-feira, 18 de março de 2011
§O Bairro Sul, é o bairro piscatório da cidade da Póvoa de Varzim em Portugal. É um dos seis bairros tradicionais da Póvoa de Varzim. O bairro localiza-se a sul do Centro da Póvoa de Varzim. Tem por cores o verde e o branco e a Lancha poveira como símbolo, também o símbolo da cidade.
§O Bairro Norte é o mais antigo bairro balnear da cidade da Póvoa de Varzim em Portugal e é também o bairro mais densamente urbanizado. O bairro localiza-se a norte do Centro da Póvoa de Varzim. É um dos seis bairros tradicionais da Póvoa de Varzim, tem por cores o azul e o amarelo e a estrela do Norte (Estrela Polar) como símbolo. No século XIX era denominado como Bairro de S.José.
O Bairro da Matriz é o bairro histórico da cidade da Póvoa de Varzim em Portugal. É um dos seis bairros tradicionais da Póvoa de Varzim e, em conjunto com a Mariadeira, uma das onze partes em que se subdivide a cidade. O bairo localiza-se a nascente do Centro da cidade. Tem por cores o vermelho e branco e o lírio como símbolo.
O bairro da Matriz é a "Póvoa" original mandada erigir por D.Dinis em 1308, concentrou-se ali a população algo dispersa de Varzim, pertencente à paróquia de Argivai e constituía um povoado significativo já no século XIV. Situado na alta da cidade, numa pequena colina.
Os Bairros da Póvoa de Varzim
A Póvoa de Varzim também tem bastante história em termos de bairros, facto que é celebrado no dia S.Pedro (na noite de 28 para 29 de Junho no estádio do Varzim). Os bairros principais são o Bairro Norte, o Bairro Sul e o Bairro da Matriz. Também não nos podemos esquecer dos mais pequenos como o Bairro da Mariadeira, de Belém e Regufe.
A Póvoa de Varzim
A História da Póvoa de Varzim sempre foi muito rico em termos históricos e muito ligada ao mar. A riqueza do mar de Varazim (nome da Póvoa de Varzim antigamente) atraiu fidalgos e cavaleiros. A parte Norte pertencia à Ordem dos Hospitalários e chamava-se, por isso, Varazim dos Cavaleiros. A parte sul de Varazim, tinha uma importância piscatória e agrária, e, por causa disso, existiam algumas confrontações pelas rendas derivadas da pesca. Em 1308, o rei D. Dinis passou uma carta de foral, doando o reguengo aos 54 casais de Varazim; estes teriam que fundar um tipo de vila medieval conhecido como Póvoa.
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